RND e o Rap de Brasília reataram o relacionamento

RND e o Rap de Brasília nem chegaram a brigar, mas deixaram as coisas esfriarem e a analogia mais correta de ser feita é essa mesma, de um relacionamento entre um homem e uma mulher, que vão aos poucos deixando as coisas esfriarem até que ambos estão em caminhos distintos.

Eu, Daniel Morais, editor do RND, sou de Brasília e tinha a obrigação de não deixar esse distanciamento acontecer, mas eu confesso que eu fui bem fraco (e um tanto quanto ocupado) quando eu abandonei o Rap de Brasília.

Alguns novos nomes do Rap de Brasília estão se tornando cada vez mais evidentes dentro da cena do rap nacional e sem nenhuma ajuda/divulgação do RND e isso de alguma forma me deixa triste, porém me deixa feliz. Me deixa triste por que a gente podia estar dando uma forçada pra todos esses novos nomes de muita qualidade que vem surgindo, esses novos nomes já podia estar bem mais estabelecidos dentro da cena. Porém eu fico feliz por que eles conseguiram sem qualquer ajuda do RND e isso só mostra que o que eles vem fazendo é algo realmente diferenciado e cheio de qualidade.

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Mas eu peguei na mão do Rap de Brasília de novo e trouxe pra dançar comigo, não dá pra manter longe, eu bebo e bebi dessa fonte. Tribo da Periferia é uma das bases da minha formação musical, DJ Jamaika é o maior pilar da minha formação musical, então como eu posso manter longe o Rap de Brasília? Não tem como né!

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Tribo da Periferia, acho que em 2004 ou 2005, veio com o CD “Tudo Nosso” e aquilo ali mudou completamente a minha cabeça, por que eu sentia uma “modernidade” incrível naquela pegada. E sem contar que aquele CD traria um dos maiores clássicos do Rap nacional, “Carro de Malandro”.

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De agora em diante eu, o RND, todos nós, estamos de mãos dados com o Rap de Brasília, estou compromissado a dar o real valor pra cena do Rap daqui. Vocês verão muito Tribo da Periferia, Um Barril de Rap, DJ Jamaika, TheGusT MC’s, Viela 17, Rafael Pereira, GOG, MOVNI e toda rapaziada que faz isso acontecer.

Um garoto, acho que ele tem 12 anos, eu disse 12 anos, freestyleiro, vai pra cima de gente grande, bate pesado. Terei que dedicar um post pra falar sobre MC BMO, esse menino prodígio que surge aqui, nas ruas do DF. Tenho que falar sobre toda a cena de batalhas que acontecem na capital federal, que hoje, sem dúvidas, é um dos maiores centros de freestyle do Brasil.

Então, não tem como eu falar de freestyle sem falar de Biro-Biro, por que por mais que eu entenda sobre o assunto, eu nunca fui de acompanhar batalhas. E depois que eu conheci o Biro-Biro recentemente eu passei a acompanhar um pouco mais, dei uma estudada em vários MCs de batalhas, vi vários vídeos no youtube, dei uma passeada por algumas batalhas que acontecem pelos vários cantos da cidade.

Enfim, vai ter muito rap de Brasília, aguardem… Em breve Biro-Biro vai vir marcando vários gols aqui, na próxima postagem do “Café Com Rap”.

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