A pré-Mixtape do Makalister (2/5): Breaking the Waves

Vamos para segunda parte da jornada “Em Busca da Pré-Mixtape do Jovem Maka“. Agora falando sobre uma faixa que quando eu escuto, eu a vejo com quase que certeza, como a música que deve e tem que ser a faixa 1 dessa futura Mixtape do Makalister e eu vou explicar o porque que eu acho isso.

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Café com rap: A pré-mixtape do Makalister (1/5)

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Makalister lançou a música “Breaking The Waves” no dia 6 de março, tem um pouco mais de 90 dias que ele lançou essa música. Quando eu clico em “play” e começo ouvir essas primeiras palavras em inglês, “Breaking The Waves”, eu já corro no Google pra saber se existe algum filme com esse nome e gotcha, existe sim.

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Eu corro pro Google, porque o Makalister é tipo um “IMDB“, qualquer palavra que ele falar, você pode ficar em alerta, que provavelmente é alguma referência a filme, ele faz isso de maneira recorrente e com muita intensidade. Quando terminei de fazer minha pesquisa eu vi que o filme em questão era “Ondas do Destino / Breaking The Waves“, de 1996. Filme que eu já tinha assistido por causa de um trabalho acadêmico e eu não vou mentir, quando eu assisti o filme, tipo, eu não estava preparado pra assisti-lo. Eu sempre digo que pra assistir um filme você tem que tá preparado pra assisti-lo, com exceção de filmes de Adam Sandler e coisas do tipo.

Eu fui assistir o filme “Interestelar” no cinema, eu tinha ido levar minha sobrinha pra assistir algum filme, qualquer um, nada especifico, ou seja qualquer filme estava bom. E a sessão que começava primeiro era desse filme, que eu não tinha visto trailer e nem alguma coisa do tipo, na verdade eu não sabia de nada do filme. Minha sobrinha até hoje não sabe o que aconteceu no filme, eu saí da sala de cinema atordoado, porque eu tinha ido pra assistir um “Frozen” da vida e acabei assistindo um filme extremamente complexo, tanto é que na saída da sala do cinema eu classifiquei o filme com 3 estrelas no IMDB. Mas a culpa em parte de eu ter achado o filme tão ruim, foi pelo fato de não estar preparado pra assisti-lo naquele momento. Isso tudo que eu falei também se aplica a música. Tem dia que você deixa apenas a música tocar no fone de ouvido, mas vai fazer milhões de outras coisas e nem presta atenção em nada.

Voltando ao filme “Breaking The Waves”, eu não gostei do filme quando eu assisti, acho que em tese era porque eu assisti o filme obrigado e com má vontade. Não gosto de fazer coisas por obrigação, principalmente ouvir música e assistir filmes. Mas vamos aos detalhes do porque eu não ter gostado do filme.

Achei o filme extremamente lento e demasiadamente grande, a sensação que eu tinha era que as cenas nunca tinham fim, que a transição nunca chegava. O filme abusa do tempo, mais de duas horas e meia de filme, pra ser mais exato, são 159 minutos de filme que poderiam ser reduzidos para 100 a 110 minutos facilmente. O filme peca pelo excesso de enrolações, porém Lars Von Trier é Lars Von Trier, não é qualquer diretor. O elenco tem ótimas atuações, porém Emily Watson tem uma atuação digna de aplausos, que atriz, que mulher, sensacional.

Lars Von Trier e o Dogma 95 (movimento cinematográfico) tem “culpa” por eu ter achado o filme denso demais, porém denso de maneira desnecessária. O Dogma 95 prezava por uma câmera instável, tremula e por longas durações de filmagem. Porém o fato de ter assistido o filme até o final e não ter desistido no meio do caminho, foi porque “Emily Watson” me encantou pela doçura e inocência que ela imprimiu em “Bless”, sua personagem. O filme pelo que eu me recordo não tem trilha sonora, talvez apenas nos créditos da película — Lars Von Trier dirigiu recentemente o filme “Ninfomaníaca”, muito bem recebido pela critica.

Eu fiz essa grande introdução pra poder inserir exatamente o que eu penso sobre a música Breaking The Waves, e eu analisei algumas partes da música.

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Aprecio muito / Moletom Laddal / Muito frio / Direção de arte dele mesmo

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Parece que ele gosta de frio mesmo heim (rs). Direção de arte dele mesmo, talvez seja uma referência ao fato da produção da música ter ficado por conta dele mesmo.

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Sempre excêntrico e cênico / Quadros pelo corpo tal qual Hana-bi
Carros pelos cantos todos desse centro. E nós na margem

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Makalister realmente passa uma sensação de que é um artista diferente e não apenas diferenciado, ele dá a sensação ao público de que é e tenta ser um artista atemporal. Hana-bi, é uma referência ao filme “Hana-Bi – Fogos de Artifício“, de 1997.

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Segunda: Bartolo / Terça: Dreah e gelo

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Bartolo é um tipo de vinho e “Dreah”, vocês sabem o que é né? Seus danadinhos!

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Erva doce, Multi Gripe, Hixizine
Um café preto / Faz uns três minutos que saiu do ponto / Vou perder / Já perdi

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Nessa estrofe eu sinto que o Makalister brinca com o fato de “passar o café”. Mas é um verso que eu consigo perceber um duplo sentido, talvez até um triplo sentido. “Faz três minutos que saiu do ponto” pode ser uma referência a um lugar ou a uma coisa e o fato de “vou perder”, “já perdi”, dá ênfase em realmente nesse possível duplo sentido.

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Não estamos numa “party” figurando por cachê

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Um ponto de vista claro de que o rapper Makalister poderia estar fazendo sons “mais comerciais” só pra ganhar mais público, ter mais shows.

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Tudo foi tão programado tal o Show de Trhurman

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Referência ao filme “O Show de Truman” de 1998, estrelado por Jim Carrey.

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Nasce aquele Bob, 79, amor na gruta

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Uma possível referência a um CD de Bob Marley, ou de Bob Dylan, já que ambos tem CDs lançados nesse ano.

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Plataformas de petróleo quebram

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É uma referência ao filme que “Breaking The Waves“, o personagem “Jan Nyman” trabalhava em uma plataforma de petróleo.

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Dança no escuro a alma cega

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É em referência ao filme “Dançando No Escuro“, também do diretor dinamarquês, Lars Von Trier.

A produção da música ficou por conta de Makalister. A instrumental é extremamente suave, de fácil digestão e com transições bem simplórias, um ponto que eu senti foi a falta de uma caixa mais presente nesse beat. Faltou um toque de “Duckjay” nessa instrumental pra que ela ficasse mais “lisa” aos ouvidos.

Terminamos a segunda parte dessa jornada. Na parte 3 vamos conhecer um pouco mais da música “Driver PSOne” e sobre o rapper Pablo, o qual cantou com Makalister nessa track.

[su_spoiler title=”Letra de Breaking the Waves na íntegra” open=”no” style=”simple” icon=”plus-circle”]

Aprecio muito
Moletom Laddal / Muito frio
Direção de arte dele mesmo
Sempre excêntrico e cênico
Quadros pelo corpo tal qual Hana-bi
Carros pelos cantos todos desse centro
E nós na margem
Novax, nego
Segunda: Bartolo
Terça: Dreah e gelo
Erva doce, Multi Gripe
Hixizine
Um café preto
Faz uns três minutos que saiu do ponto
Vou perder
Já perdi
Dupla exposição natural aos olhos desse ser
Qua nada vê, mas tudo capta
Não paga o resgate quando o escombro o rapta / Uma gíria usada por Makalister
Prestes a nascer outra vez eu morri
Logo perto de você
Me contaram que nem fosses lá me ver
Grato eu fico pelo exílio aos olhos teus
Lembro bem o mal que fez
Underground 1995

Assista e chore
Não estamos numa “party” figurando por cachê
Pelo bem dessa película eu demiti você
Corro pelas curvas brutas
Prestes a bater no poste que ilumina a culpa
4 meses, 3 semanas de chuva e chuva
Tudo foi tão programado tal o Show de Trhurman
Morre o novo rei
Nasce aquele Bob, 79, amor na gruta
Fode, goza, bebe, fuma, explode a porra toda
Vive o erro, sempre enfermo, nunca sóbrio
E as vezes mais careta que o marcelo rossi
Vou sentindo frio até que o câncer cubra

Breaking the waves!

Plataformas de petróleo quebram
Dança no escuro a alma cega
Nas Ondas do Destino pífio, surfo
O ato que mais me percebo é o surto em frente ao espelho.

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