Rima Dela: Luana Hansen fala sobre misoginia e invisibilidade feminina dentro no movimento Hip Hop

A cultura popular do machismo está intrinsecamente presente na sociedade há séculos. O conceito da superioridade de gênero, instituído pelo patriarcado ao longo dos anos, e o sexismo ajudam a alimentar a ideia da desvalorização e preconceito contra às mulheres.

Participando recentemente do cypher que também deu o que falar, com o nome de “Machocídio“, nossa nona edição do Rima Dela foi com ela, Luana Hansen que, munida de seus 16 anos de carreira, com rimas fortes e sons pesados, trocou uma ideia com a gente e falou sobre empoderamento, machismo, invisibilidade feminina. “No primeiro disco de vinil, onde existiu Racionais, existiu Sharylaine, então não existe como você dizer que a história não foi contada e que nós não estávamos lá“, relembra Luana.

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Além de Mc, Luana é atriz, produtora musical, Dj e já integrou grupos como: A-TAL, e A Força (RZO). Em sua carreira solo participou de “Antônia“, filme de Tatá Amaral, onde teve sua vida contada no documentário “4 Minas” de Elisa Gargiulo. Seu show tem a mulher como carro chefe e seu CD “Marginal Imperatriz” é um dos primeiros de rap produzidos por uma mulher, com letras que abordam violência doméstica, aborto, machismo, homofobia, entre outros temas.

Pra quem ainda não conhece, o Rima Dela é um projeto exclusivamente feito com mulheres, pelo coletivo Soul Di Rua (PE), com o intuito de dar mais visibilidade e voz as mulheres através de seus projetos, suas poesias, rimas e improvisos. Um espaço onde elas possam se expressar abertamente, mostrando a força e a importância de todas dentro do movimento Hip Hop.

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