Especial | Um histórico das rappers destaque de cada década

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Desde os primórdios do Hip Hop as mulheres tiveram que lutar por espaço e para que suas verdades, opiniões e pensamentos fossem igualadas as dos homens. Porém, a cultura assim como outras diversas, valorizou mais a figura do homem durante a sua trajetória.

É extremamente comum conhecermos muito mais MC’s homens do que mulheres ao longo da história do Rap e do Hip Hop. Entretanto, esse fato não muda o de que sempre existiram muitas rappers de altíssima qualidade, mesmo em menor número. Ainda que no seu início o Rap estadunidense abriu as portas para a representação feminina de forma mais ampla que o Brasil, no qual temos pouquíssimos registros de gravações.

A golden era trouxe aos Estados Unidos uma infinidade absurda de rappers, enquanto o Rap brasileiro ainda engatinhava no quesito representatividade feminina. Porém, a coisa mudou a partir dos anos 2000 por aqui, quando muitas mulheres de destaque surgiram e mantém a representatividade até hoje.

Atualmente, vemos a ascensão feminina dentro da cena Hip Hop mais do que nunca, mesmo que ainda lutando contra preconceitos e limitações.

Aqui irei pontuar as rappers que se destacaram nos Estados Unidos e Brasil década por década. Penso que essa lista possa servir de referência a todas minas que pensam em entrar ou já entraram para o Rap. Referência é tudo, principalmente quando falamos de uma cultura tão sensacional como o Hip Hop.

Anos 80

Os anos 80 marcaram o “boom” do Rap e da cultura Hip Hop. Em todos os lugares a música com batida marcante, rimas e mixadas com clássicos do funky e disco music ganhava espaço. A ascensão veio principalmente com grupos como Run DMC, Public Enemy, Sugarhill Gang, MC Hammer, Kurtis Blow, Whodini, Grand Master Flash and The Furious Five, Afrika Bambaattaa & Soulsonic Force entre outros diversos.

Porém, grandes mulheres apareceram na cena também no decorrer da década, principalmente no final dela. Vale salientar uma curiosidade histórica: Blondie, foi a responsável pela primeira junção de Rock e Rap que se tem registro. Mesmo não sendo rapper, a loira decidiu homenagear Grand Master Flash e o Hip Hop na música “Rapture“. A track traz um mix de guitarras, saxofone, uma batida dançante característica do início do Rap e Blondie arriscando alguns versos rimados. Após essa mistura histórica, tivemos Aerosmith e Run DMC no eterno clássico “Walk This Way“.

Sha Rock foi uma das primeiras MC’s e B.Girl’s que se tem registro. Começou junto ao grupo Funky 4+1, que consistia em quatro MC’s homens e uma mulher. Foi, com certeza, uma das mulheres pioneiras do Rap e era integrante da Zulu Nation.

Em 1985 Roxanne Shanté emplacou seu hit “Roxanne Revenge“, tornando-se outra referência do Rap da década. Lançou três Cds e diversos singles durante sua carreira.

Em 1985 surgiu o primeiro grupo formado totalmente por mulheres, o histórico Salt N Pepa do hit “Push It“. O trio era formado inicialmente por Cheryl James (Salt), Sandra Denton (Pepa) e Layota Hanson, que foi substituída logo mais por Deidra Roper (Dj Spinderella).

Mc Lyte foi uma das mulheres pioneiras no Hip Hop, sendo a primeira a gravar um CD solo em 1988 chamado “Lyte As A Rock“. Foi também a primeira rapper a receber um disco de ouro, com a marca de mais de 500 mil unidades do seu álbum vendidas. Emplacou o hit “Poor Georgie“, entre outros.

Queen Latifah foi também uma das principais rappers do período. Atingiu seu auge nos anos 90, dividindo a sua carreira na música com a TV e o cinema. Seu primeiro álbum foi lançado em 1989 e o clássico “U.N.I.T.Y” foi um dos trabalhos mais conhecidos da MC.

The Real Roxanne obteve notoriedade após o seu hit “The Real Roxanne“, gravando seu primeiro álbum em 1988.

Do final da década é importante citar também o primeiro grupo de Missy Elliot chamado “Sista” junto com LaShawn Shellman, Chonita Coleman e Radiah Scott.

Dos anos 80 vale citar também Antoinette, JJ Fad, She Rockers, Lady B, Tanya Winley e Sparky D.

No Brasil um dos poucos registros que se tem de Rap gravado por mulheres é a participação de Sharylaine no CD “Consciência BLack Vl. 1” de 1989. Esse foi uma das primeiras compilações de Rap do Brasil e praticamente botou Racionais no mapa, com a música “Pânico na Zona Sul”.  Sharylaine marca presença com “Nossos Dias” que fala sobre a realidade do dia-a-dia e ideias positivas.

Anos 90

A famosa Golden Era do Rap nos proporcionou centenas e mais centenas de clássicos. Se por um lado Tupac, Notorious, Rakim, Nas, Dre, Snoop Dogg, entre outros chegaram pesando na cena, pelo outro diversas mulheres se destacaram e marcaram seu nome na história.

Yo-Yo foi uma das primeiras a fazer sucesso nos anos 90 e sua fama dentro do Rap rendeu convites para participar de filmes e programas de televisão. Participou anos atrás de um som junto com NX Zero e Emicida. Definitivamente uma lenda do Hip Hop mundial.

Numa mescla de Rap, R&B, Funky e soul, Rozonda “Chilli” Thomas, Lisa “Left Eye” Lope e Tionne “T-Boz” Watkins marcaram na história com o TLC. Sucessos como “Ain’t 2 Proud 2 Beg”, “No Scrubs“, “Baby-Baby-Baby” e “What About Your Friends” fizeram estrondoso sucesso.

Da Brat lançou o seu “Funkdafied” em 1994, tornando-se a primeira rapper a receber um disco de platina com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Em 94 e 95 Da Brat chegou ao topo do Billboard. Recebeu o disco de ouro pelo seu segundo álbum “Anuthatantrum” e novamente o de platina com “Unrestricted” de 2000.

Mary J. Blige tornou-se uma das principais rappers após o seu disco de lançamento “Whats The 411?” e se mantém como referência até os dias de hoje com o seu recente álbum “Strenght Of A Woman“.

Lil’ Kim surgiu junto ao grupo Junior M.A.F.I.A e lançou seu primeiro álbum solo em 1996, obtendo sucesso e muita notoriedade na cena tornando-se uma das principais rappers da história.

Lauryn Hill dispensa comentários. Integrante do The Fugees, destacou-se pela voz incomparável junto a Wyclef Jean e Pras Michael. Após o rompimento do grupo, lançou o lendário “The Miseducation of Lauryn Hill” em 1998, alcançando o recorde de 11 indicações ao grammy em 1999, feito nunca mais alcançado por uma cantora. O álbum marcou com clássicos como “Doo Woop (That Thing)“, “Ex-Factor“, “To Zion” e “Everything Is Everything“.

Outra rapper que se destacou junto a um grupo e depois lançou-se na carreira solo foi Gangsta Boo. Integrante do Three 6 Mafia, lançou seu primeiro álbum solo em 1998 chamado “Enquiring Minds“.

Após seu início com o grupo “Sista“, Missy Elliot caiu de vez também na carreira solo e lançou o “Supa Dupa Fly” em 1997. Tornou-se extremamente popular no final dos anos 90 e início dos 2000 com hits como “Work It“.

No que se refere ao Rap estadunidense, não podemos deixar de citar a lenda Heather B com seu peso no flow e nas letras. Certamente uma das mais originais e destacadas.

Fortemente influenciada pela cultura R&B e Hip Hop, Erykah Badu gravou seu primeiro álbum em 1997. Sua voz e estilo inconfundíveis transformaram Erykah em uma grande referência dos anos 90.

Eve foi também um dos destaques dos anos 90. Assinou com a Ruff Ryders Records no final da década e ficou extremamente conhecida com o clássico “Let Me Blow Ya Mind” no ano de 2001, que até hoje escutamos nas noites de Rap por aí.

Podemos citar ainda Mia X, MC Champ, Brandy, The Lady of Rage, Rah Digga, Monie Love, Foxy Brown, Nikki D, Boss, Bahamadia e a pesadíssima Lin Que com “Let It Fall” entre os destaques. Ladybug Mecca, do grupo Digable Planets e Queen Pen, do Blackstreet foram também importantes rappers dos anos 90.

Com a consolidação do Rap no cenário musical brasileiro, algumas rappers surgiram com ideais sobre feminismo, valorização da mulher negra, realidade da periferia e a luta diária da mulher brasileira. Ainda não tão forte como na cena gringa, a figura da mulher no Rap do Brasil dos anos 90 serviu de base para as rappers dos anos 2000 em frente, posteriormente aumentando consideravelmente o número de minas na cena da cultura Hip Hop.

Visão de Rua chegou na cena pesando inicialmente com Dina Di e Tum no microfone. O grupo relatava principalmente o cotidiano dentro do sistema carcerário feminino e lançou seu primeiro álbum “Herança do Vício” no ano de 98.

Dina Di foi uma das mais notáveis rappers do Brasil. Dina veio a falecer no ano de 2010 por complicações pós parto. Sua história e legado jamais serão esquecidos.

Rubia MC ficou conhecida através do grupo RPW e seus famosos Raps “bate cabeça”.

Negra Li com certeza foi e continua sendo a mais completa rapper brasileira de todas. Com uma voz incrivelmente única, versos e flow pesado, acabou tornando-se referência feminina dentro do Rap. Após um estrondoso sucesso e reconhecimento, virou atriz e acabou saindo do grupo RZO.

Mary Juana, Combatente e Jamille entraram na história com o grupo Negaativa e o clássico “Pula na Muvuca” que apareceu na coletânea do Marcelo D2Hip Hop Rio“.

Presente no Cd “Zoeira Hip Hop Carioca” de 2000, o grupo Anfetaminaz, formado no final da década marcou com a música “Caça Pop“.

Anos 2000

Difícil superar os anos 90 no que se refere ao número de lendas do Rap que surgiram na época. A partir dos anos 2000 o Rap mudou de cara e um estilo novo foi imposto pouco a pouco, andando cada mais junto a música Pop. O que predominou nos Estados Unidos foi a continuidade do trabalho das rappers que explodiram na década anterior.

Shawnna, primeira rapper a assinar contrato com a Def Jam South, é ex integrante do duo feminino Infamous Syndicate.

Jean Grae tornou-se uma rapper de influência dentro da cena estadunidense, participando em diversos sons de nomes renomados como Immortal Technique, Atmosphere, The Roots, Cannibal OX, Masta Ace, Talib kweli e The Herbaliser. Jean lançou o seu primeiro álbum em 2002.

Ex-integrante do Terror Squad, Remy Ma atualmente cumpre pena de oito anos de prisão em Bedford Hills Correctional Facility for Women. Chegou a receber o prêmio de “Melhor Artista de Hip Hop Feminino“.

Trindiana porém naturalizada estadunidense, Nicki Minaj dispensa comentários no quesito notoriedade e sucesso. Lançou três EP’s antes do seu primeiro álbum oficial “Pink Friday“.

Nascida no Harlem e criada no Brooklyn, Lil Mama coleciona participações com artistas como Avril Lavigne e Chris Brown. Seu primeiro álbum saiu em 2008.

Diamond e Princess eram as duas mulheres entre os seis membros do Crime Mob.

Do Rap dos Estados Unidos da década de 2000 podemos citar ainda Khia, com o hit “My Neck, My Back“.

Já no Brasil, foi uma fase de ascensão das mulheres dentro do Rap, com diversas Mc’s surgindo para ficar na história.

O underground teve uma enorme inserção dentro da cena brasileira a partir dos anos 2000 e o resultado disso foi a enorme variedade de grupos e MC’s homens e mulheres.

Cris apareceu no SNJ na fase do “boom” do grupo. Marcou na história do Rap e foi a única que nunca saiu do SNJ desde que entrou.

Dona Kelly surgiu na cena junto ao grupo Ao Cubo. Formado em 2003 em São Paulo, lançaram seis álbuns até hoje, incluindo um ao vivo.

O grupo Atitude Feminina, formado por Jane Hellen, Giza Black e Aninha ganhou espaço na cena nacional falando do pouco envolvimento feminino no Hip Hop, a violência doméstica e a discriminação com as mulheres.

Referência do Rap de Brasília, o Belladona lançou um álbum em 2014. Formado por Taty e Dj Janna, o grupo possui sonoridade autêntica e de destaque na cena nacional.

Livia Cruz começou no Rap aos 14 anos com grupos locais de Recife. Gravou seu primeiro EP junto ao coletivo Brutal Crew e através de “Viúva Rainha” recebeu uma indicação ao Hutús. Livia tornou-se expoente no Rap nacional lançando participando do Rotação 33 e levando o Hutús de “Melhor Demo Feminina da Década“. Livia defende o protagonismo das mulheres no Rap e criou polêmica ao responder um som do Costa Gold, mostrando que têm bala na agulha pra fazer versos pesados e sinceros.

Integrante do Mamelo Sound System, Lurdez da Luz coleciona participações em sons com Black Alien, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Thaíde & Dj Hum e até o lendário Afrika Bambaatta.

Stefanie MC fez parte do grupo Simples junto com Kamau e Rick. Os MC’s marcaram na história do underground com o CD “Escuta Aí“. Stefanie tem seguido em carreira solo e lançando singles.

Irmã “adotada” de MV Bill, Nega Gizza chegou a ganhar o Hutús (o maior prêmio de Rap da America latina) com o seu álbum. MC de flow e conteúdo pesadíssimos, é importante também na luta em programas sociais, sendo junto com Celso Athaíde e MV Bill uma das fundadoras da CUFA.

Kamila CDD ficou conhecida pela participação na consagrada “Estilo Vagabundo” , também em “O Bonde Não Para” e em boa parte do CD “Causa e Efeito“, do seu irmão MV Bill.

Mirapotira é natural do Amazonas, cresceu na cidade de Manaus, onde deu início a sua trajetória no Hip Hop e começou a cantar em um grupo de rap, a partir disso sentiu a necessidade de ver mais mulheres no movimento. Residente em Salvador há mais de seis anos, criou o Rima Mina ao lado de Cintia Savoli, projeto que atua com o propósito de fortalecer e empoderar as mulheres por meio dos elementos da cultura. Além disso, é destaque nas batalhas estaduais e possui um título nacional.

Tornando-se uma das principais promessas do Rap nacional em 2009 através do “Flora Matos Vs. Stereodubs, Flora Matos consagrou-se com o hit “Pretin“.

Brasiliense, há mais de 20 anos trabalhando com música e envolvida com a cultura do hip hop, Cintia Savoli reside há alguns anos na Bahia e, ao lado de Mirapotira, coordena o projeto Rima Mina. Ela foi integrante dos grupos Artigo do Rap, Poder Feminino e Remanescentes.

Nathy MC chegou na cena em 2009 com o álbum de estreia “Nathy MC” e hits como “A Dama e o Vagabundo“, “Só Registrei” e “Bela Vista“. Lançou seu segundo álbum “Que Mina é Essa?“, em 2016.

Com o seu EP de estreia em 2001, Karol Conká chegou atualmente ao posto de uma das mais influentes rappers do Brasil, falando sobre empoderamento feminino entre rimas cruas e batidas dançantes. Seu estilo mudou bastante desde o lançamento do seu primeiro álbum, mas a qualidade e conteúdo continuam os mesmos.

Anos 2010 – 2017

Definitivamente de forma mais próxima a música Pop, algumas rappers gringas alcançaram um patamar ainda maior de notoriedade no cenário da música mundial. Do mesmo modo que muitas fugiram da estética habitual do Rap unindo-o fortemente as tendências atuais, outras resgataram o boombap e o flow pesado. Diversidade é a característica principal das rappers nessa década.

Revelação do underground dos Estados Unidos desde os meados de 2013, Reverie possui um flow e personalidade ímpares.

Gavlyn vêm de Los Angeles e possui 4 álbuns gravados. A MC possui um estilo único e coleciona participações com Anderson Paak, Snoop Dogg, entre outros.

Azealia Banks ganhou notoriedade em 2012 ao lançar seu primeiro EP chamado “1991“. Até o momento possui um álbum gravado.

Integrante do The Internet e do coletivo Odd Future, Syd além de participar dos grupos ainda coleciona participações com Commom, Tyler, Mac Miller, entre outros.

Dej Loaf alcançou o Billboard com o hit “Try Me” em 2014. A MC de Detroit possui um álbum e quatro mixtapes lançadas.

Embora nascida na Austrália, Iggy Azalea ascendeu na carreira após residir nos Estados Unidos. Ficou conhecida por gravar alguns Freestyles e postá-los no Youtube em 2012.

De Chicago surgiu a rapper Noname (anteriormente Noname Gispy) através de eventos de rimas e competições de poesias, os chamados “slams”. Iniciou no Rap através da sua amizade com Chance The Rapper e suas letras falam da luta das mulheres e do cotidiano difícil de onde veio.

Participante do reality show de rappers “Oxygen’s Sisterhood of Hip Hop“, Lee Mazin possui um estilo original e possui a levada inspirada na golden era.

Angel Haze surgiu em 2012 com sua primeira mixtape e em 2013 gravou o seu primeiro álbum chamado “Dirty Gold“. Possui muita influência do trap e linhas pesadas em suas músicas.

A novaiorquina Princess Nokia lançou seu primeiro single em 2010 e conta com dois álbuns lançados até o momento.

Direto do Brooklyn, Young Ma pesa demais no visual, levada e letras. Constantemente aborda o assunto lesbianismo, após passar anos em silêncio sobre sua orientação sexual. Se liga nesse peso com o mesmo sample do clássico do The Lox, Lil Kim e DMXMoney,Power,Respect“.

Após gravar com 9th Wonder, Rapsody deu início a sua carreira, além de trabalhar junto com Dj Premier, Mac Miller e Big Daddy Kane. Gravou o primeiro EP em 2010 e tem em suas influências lendas como Jay-Z, Mos Def, Lauryn Hill e MC Lyte.

Pelo lado brazuca, as rappers mais do que nunca vêm ganhando espaço dentro da cena Hip Hop. Assuntos até hoje considerados um tabu dentro da sociedade e do Rap, tornaram-se comuns na voz de uma diversidade absurda de novas Mc´s.

A evolução recente de diversas rappers é sinal de que existe ainda muito espaço a ser conquistado por elas e o que me causa tremendo orgulho é ver como resgatam o espírito do “boom” do Hip Hop brasileiro, ou seja, com muita ideologia, conscientização e luta.

Drik Barbosa é cria da Santa Cruz e participou da Remixtape do Emicida. A rapper possui diversos singles e participações no Poetas no Topo e Mulheres no Topo.

Tássia Reis iniciou sua carreira participando do Cd do AXL em três faixas. Ganhou destaque pela sua voz suave e lançou seu primeiro álbum em 2016, falando de temas como as dificuldades de sua vida e o empoderamento da mulher negra. O hit “Meu Rapjazz” foi um dos que mais marcou.

Reunindo nomes de peso como Drik Barbosa, Karol de Souza, Stefanie, Tássia Reis, Alt Niss, Tatiana Bispo e Dj Mayra, o Rimas & Melodias é um conjunto de minas que produz cyphers e improvisos.

Meire MC e Preta Ary chegaram na cena com o grupo D’Origem, com diversas influências musicais brasileiras e sempre exaltando a figura da mulher com muita personalidade e atitude.

Com uma voz e estilo altamente respeitáveis, Yzalú ganhou destaque principalmente após o lançamento de seu CD “Minha Bossa é Treta“, misturando o Rap com o melhor da música brasileira.

Clara Lima desponta como uma das principais revelações do Rap brasileiro trazendo muito peso e originalidade nas suas linhas. A mineira é cria das batalhas de Freestyle.

MC Gra tornou-se uma relevante MC da cena brasileira após o lançamento de seu álbum “O Jogo Só Acaba Quando Termina” que contou com participações de KL Jay, Dj Hum e Buguinha Dub.

Com levada e letras agressivas, Tati Botelho possui um álbum na rua e gravou recentemente um som pesadíssimo junto com Clara Lima e Cris SNJ chamado “Mente Criminosa“.

Janaina Noblat é a campeã do 1ª Liga Nacional Feminina de MC’s, foi revelada através do projeto Rima Mina. Na final, ela enfrentou Clara Lima, já citada aqui na lista. Janaina traz em suas composições a diversidade, além de mesclar temas ligados à realidade atual, ao empoderamento feminino, passando por outros como a harmonia com o meio ambiente e até questões existenciais.

Odisseia das Flores começou em 2008, mas Jô Maloupas, Chai e Letícia tornaram-se notórias em meados de 2013 com suas influências do Rap, Reggae, samba,capoeira, Maracatu, Blues e MPB. As rappers participam também de diversos eventos sociais voltados as periferias de São Paulo e possuem um álbum na rua.

Karol de Souza há anos estabeleceu-se como uma das principais rappers brasileiras. A curitibana canta desde os 17 anos.

Ex integrante do seriado “Antônia“, Amanda Negrasim é dona de uma voz e referências musicais como poucas. Influenciada por músicas clássicas e muito samba de raiz, Amanda inseriu-se no Hip Hop através de uma prima e passou a escrever sobre o movimento em um jornal de sua cidade.

O Rap Plus Size é composto por Issa Paz e Sara Donato, que costumam empoderar as mulheres em suas letras, além de abordar gordofobia, feminismo, racismo e afirmar a valorização e autonomia da mulher.

Mineira filha de chilenos, Brisa Flow destaca-se por abordar o machismo e a realidade vivida no cotidiano do terceiro mundo.

Yas Werneck vem há anos trabalhando e conquistou seu espaço nos mais variados eventos de rua que rolam no Rio de Janeiro. A carioca tem influências no R&B e Rap nacional, possui também um EP chamado “Hexagonal”.

Áurea Maria, assim como Noblah, é cria do projeto Rima Mina. Integrante do Coletivo NaCalada, lançou este ano o EP “#ROXOGG” com as participações de Sico (N’Ativa), Indemar Nascimento e Débora Evequer.

Moradora de Santa Cruz (RJ), na Zona Oeste, a rapper de 23 anos traz o rock na sua raiz e já teve até uma banda, Dhuo9. Scarlett Wolf, como é conhecida, costuma falar sobre empoderamento em suas letras e também as dores de toda a opressão sofrida por ela ao decorrer dos anos, transformando-as em superação.

Um salve a todas MC’s do planeta. Caso queira fazer alguma indicação do trampo de outras minas, por favor, envie para: divulgue@104.248.15.2. E se você é mulher e trabalha de alguma forma com o hip hop, nos ajude e responda o mapeamento do coletivo Soul Di Rua. Esta ação está sendo coordenada pela publicitária e idealizadora do “Rima Dela”, Rebecca Vilaça, ao lado das jornalistas: Ana Beatriz Azevedo, Laísa Gabriela de Sousa e Déborah Diniz. Clique aqui para preencher o formulário.

Com a colaboração de Laísa Gabriela*

1 comentário
  1. […] Jean, Lauryn Hill e Pras Michel inseriram em sua musicalidade referências artísticas muito bem consolidadas, […]

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