Dv Tribo anuncia hiato por tempo indeterminado

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DV Tribo anunciou hoje, por meio de suas redes sociais em um texto breve, mas com o conteúdo necessário, o “fim ou pausa por tempo indeterminado” do grupo, como os próprios disseram.

“A real é que manter alinhados os objetivos e planos de um grupo com tanta gente e sem falsa modéstia, tanta gente talentosa, ou melhor tanta gente FODA, é bem difícil quase impossível”

Nos comentários os fãs reagiram de diversas formas igualmente emocionantes, calorosas e cheias de gratidão. Alguns mostraram tatuagens que fizeram em homenagem ao grupo, outros imploraram por um show de despedida, outros proferiram palavras de apoio à carreira individual de cada um dos artistas e a maioria, como esperado, se encontra de luto.

Há algum tempo os fãs já especulavam sobre o possível fim do grupo, ou saída de um ou outro integrante pelas redes sociais. Hoje, foi confirmado o que já parecia claro para alguns.

Os entitulados Deuses Vivos belo-horizontinos vem desde 2016 fazendo um papel crucial para a cena do rap mineiro. Começando por conquistar visibilidade, aceitação e atenção para dentro do estado. É como se depois de muito tempo, alguém conseguisse puxar os holofotes à força, e tornasse o sonho palpável.

Quem não se lembra da primeira faixa? “INTRO“, lançada em março de 2016, teve uma rápida aceitação e disseminação por parte do público. Logo em seguida a cypher “DVERSOS“, com a Pirâmide Perdida, ecoou pelo rap nacional. Clara Lima, hoje membro do selo Ceia Ent., ali se consagrava, ainda menor de idade.

O fato é que o grupo vai deixar saudades. Tanto virtualmente em lançamentos, quanto nos palcos por aí, com os bate-cabeça mais insanos. Ainda que todos os artistas envolvidos no projeto sejam perfeitamente capazes de seguir carreira solo, ainda podemos entender como insubstituível a sinergia do grupo em atuação.

A forte presença de palco e de espírito da caçula Clara Lima, a imponente entonação (grito é o car*****) e atuação do Djonga, os versos sucintos e cortantes do afiadíssimo FBC, o flow único de Oreia e as metáforas – parabonsentendedores – de Hot, farão falta. Não podemos esquecer, é claro, da perspicácia musical de Coyote Beats, que há vários anos traz mérito pra cena local.

“Bem diferente da Globo, mas a gente se vê por aí.” Valeu, DV!

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