Sobre a Baguá Records, selo que lançou a música ‘Preguiça’do Xamã com o Nog, que contém o verso com apologia ao estupro

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Texto escrito por: Pedro Ankh

BAGUÁ era o Nome que se dava no Brasil colonial e imperial aos Negros que tinham a função de reprodutores sexuais nas grandes fazendas de café de então. Eram escolhidos a dedo dentre aqueles que tinham seus órgãos reprodutores muito bem desenvolvidos (pênis e escroto) e fossem também de “canela fina”, pois julgavam que essa característica era própria dos negros bons trabalhadores e de boa índole.

Todas as grandes fazendas geralmente tinham um ou mais reprodutores, sendo que algumas funcionavam como centros para a reprodução de escravizados, como a famosa fazenda Santa Clara, de Santa Rita do Jacutinga (MG), no vale do Paraíba, que foi o cenário da novela “Terra Nostra”, da Rede Globo, assim como outras em Vassouras e na Ilha do Governador, no estado do Rio de Janeiro.

O baguá mais conhecido foi Roque José Florêncio, um Negro que viveu 130 anos, tinha 2,18 metros de altura e como os brancos acreditavam que Negros de canelas finas reproduziam Filhos Homens, o usaram em grande escala pra se deitar com Negras escravizadas. Ele gerou cerca de 200 filhos.

Sobre a Familia de Jairo Andrade Netto

“Jairo Andrade Bezerra, avô de Jairo Andrade Netto e Túlio Dek (Donos da Baguá Records), nasceu em Passos (MG) e foi um extremista da direita brasileira. Organizador da ‘Marcha com Deus, pela Família, pela Liberdade’ em 1964, atividade patrocinada pela CIA, que antecedeu ao golpe militar. Foi para o sul do Pará no final dos anos 1960 e teve apoio da ditadura militar para cometer todo tipo de desmandos na região. Roubou terras dos indígenas, posseiros e dos colonos assentados pelo Incra no assentamento Agropecus.

Jairo recebeu nove autuações por trabalho escravo. Teve seu nome incluído na Lista Suja do Trabalho Escravo, condenado por manter 97 trabalhadores escravizados na Fazenda Forkilha. Seu irmão, Gilberto Andrade recebeu igual condenação por trabalho escravo na fazenda Boa Fé, em Centro Novo (Maranhão). Apesar de denunciado por trabalho escravo (desde final dos anos 60), Jairo Andrade nunca deixou de receber recursos públicos da SUDAM para investir em sua propriedade.

Foi fundador da criminosa e arqui-reacionária UDR — União Democrática Ruralista, em 1985, sendo seu primeiro tesoureiro nacional. Subiu no palanque com Fernando Collor em Redenção nas eleições presidenciais de 1989. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 5/11/1994, Jairo Andrade — acusado de contratar pistoleiros para assassinar o ex-deputado e advogado de posseiros Paulo Fonteles e inúmeros trabalhadores rurais — não desconversou: descreveu mortes das quais participou, informou onde enterrou as vítimas e fez ameaças. Como sempre acontece com os crimes do latifúndio em nosso País, nada aconteceu a este bandido, réu confesso”.

É esse sangue que têm poder no Rap do Brasil.

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