Liga pro Sidoka pra trazer aquele flow!

Conheça Sidoka, a iminente promessa do trap nacional revelada em “O menino que queria ser Deus”.

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O Rap Nacional vem se transmutando de forma muito rápida nos últimos anos. De certo a cena é incerta (rs), mas ainda conseguimos estipular algumas tendências, certo?

Contando com inúmeros lançamentos diários no que diz respeito ao gênero rap nacional, a cena se vê saturada e, obviamente, apenas se destaca o que aspira originalidade e desperta curiosidade.

Sidoka, belo-horizontino de apenas 18 anos que, como se descreve em suas redes sociais “faz umas músicas que os amigos gostam”, chamou a atenção do público no novo álbum do consagrado Djonga. Na track UFA que participam Djonga, Sidoka e Sant, o menino espancou nas barras e provocou alarde. E o mais curioso: o refrão do som foi feito por ele antes mesmo que Djonga o conhecesse e é original da track Nativo.

“Sei que sou mais que penso, e penso jow! Se eu jogo eu venço e tá tenso ow!
Nós é jogador, então faça um favor e me traz um licor” – refrão de UFA

Sejamos sinceros pra admitir que não é qualquer trap nacional que cai bem né? Trap é sonoridade e flow, é justamente “como soa” a música. E nem sempre o português se encaixa tão bem quanto o inglês, que é o idioma de onde surgiu o subgênero. Mas aparentemente isso não é um problema pro menor da levada venenosa, que domina a questão como se tivesse aprendido em Atlanta.

E então, o que teria chamado a atenção do público? A métrica única? A facilidade de mudar de flow praticamente de duas em duas frases? Originalidade?

Sidoka, com relativamente recentes lançamentos em seus usuários na internet, fala em suas músicas não só sobre o lifestyle original do trap, mas sobre a vivência do pixo, das ruas, dos bailes funk; quando, inclusive, produziu a faixa Arquiteto com o Dj Vitin MPC, conhecido no cenário do funk pelas montagens ou, mais popularmente conhecidas, MTG.

Além do mais, depois de descoberto pelo artista Djonga, Sidoka já lançou feat com Chris (1Kilo) e DEREK (Recayd Mob).

Depois da repercussão, conversamos com o menor da levada venenosa sobre sua ainda breve, mas promissora carreira. Confira!

Primeiramente: Por que Sidoka? De onde saiu esse vulgo?

Doka foi um apelido que me deram, daí eu adicionei o Si e pronto: foi formado meu vulgo. haha

Massa, massa… Outra coisa que as pessoas certamente querem saber: Como o Djonga te descobriu?

O Djonga me descobriu no palco! Eu tava fazendo uma participação num show do BP, ele viu, ouviu, gostou, depois veio falar comigo e deu no que vocês já viram…

Depois da certeza que temos da sua competência, conta pra gente: como você começou? É uma pergunta clichê mas que deixa a curiosidade já que todo mundo identificou um talento aparentemente nato em você.

No começo eu ouvia 2pac pelas minhas influências exteriores, eu simplesmente achava muito foda a ideia de expor seu pensamento em cima de uma beat, com 11 anos eu só ouvia rap. Racionais, Tribo da Periferia, Sabotage… e depois fui conhecendo a cultura gringa, Snoop Dogg, Dre, Ice Cube, Coolio, e fui pegando viagem demais no que ouvia até que nos meus 14 anos fiz uma letra numa beat qualquer e achei maneiro mas eu sabia que eu tinha que fazer o bagulho direito. Até que aos meus 16 anos escrevi um rap pra minha crew Delacrew, chamado ” The Hall Crew ” que é mandando salve para os membros. Me deram um feedback maneiro e falaram por que você não tenta? Aí eu conheci o trap e me apaixonei. Não consegui largar mais e isso virou oque eu faço maior parte do tempo.

A partir da “The Hall Crew” então que você começou a se interessar por gravar músicas? Porque percebi que suas músicas disponibilizadas em plataformas são bem recentes.

Na realidade, fiz a The Hall Crew sem intenção alguma de fazer isso. Mas após fiz a Sidologia, Tudo Normal, e aí fui criando um ciclo. Inclusive todas essas minhas primeiras músicas estão disponíveis apenas no SoundCloud. Minha plataforma era o SoundCloud. Eu lançava lá e divulgava, e na maioria das vezes meus amigos gradavam, começavam a decorar a letra e isso me motivava… eu não tinha pra quem mostrar a minha música, então tive que dar a minha cara a tapa. No meu SoundCloud tenho 28 tracks, no youtube tenho menos, porque esperei me reconhecer como nível profissional pra poder lançar lá. Eu via trappers como Young Thug, Future, Travis Scott e com eles a minha percepção sobre música mudou totalmente. Eu me via muito naquilo porque eu sempre gostei de debochar sabe? Não debochar dos outros, mas debochar de situações da vida. E eu me vi muito encaixado no trap por isso.

Em relativamente poucos lançamentos você obteve uma aprovação quase que geral, inclusive de pessoas muito críticas. Essas já eram as suas expectativas ou você foi surpreendido?

Na realidade eu fiquei surpreendido sim porque tipo, eu sempre fiz as parada com maior carinho, sabe? Eu fico muito feliz que alguns que eu me inspirei pra começar estão gostando das minhas paradas e me apoiando isso é sensacional. E eu fico lisonjeado das pessoas ouvirem minhas paradas, pegar viagem no que eu falo, me acompanhar e querer que eu faça mais trap, isso é foda!!!!

E pra finalizar, vamo matar a curiosidade da galera: quais são seus próximos planos/projetos daqui pra frente?

Meus projetos estão arquitetados, haha, estamos trabalhando na gravação do clipe Intactoz, Mi’aDama e Seremos Reis. Estou com outro EP vindo aí com novidades, feats já prontos que serão lançados em breve, farei um álbum após esses dois EPs cujo o nome será divulgado em breve… E enfim: muito trampo!

É isso! Obrigada Sidoka pela entrevista e quem tá lendo e ainda não conhecia, fica aí um dos meus sons preferidos dele:

Vamo acompanhar o Sidoka nas redes sociais e ficar de olho nas novidades? Vamo! Clica nos links e xama!

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