Das batalhas e poemas, para o domínio da capital, conheça Brasileiro

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Henrique Brasileiro, 19 anos da cidade de Jandaia do Sul (norte do Paraná) chegou em Curitiba em 2016 e já veio mostrando para o que veio.

Conheci o Brasileiro na Batalha do Muma em Curitiba e comecei acompanhar sua trajetória no mundo do rap e da música. Com isso percebi um artista muito promissor na cena: falando muito sobre a realidade, sentimentos e coisas reais onde você pode sentir o poder da palavra de alguém quando é passada com amor sobre aquilo que faz.

Troquei uma ideia com o Brasileiro onde foi muito gratificante, particularmente é muito interessante você conhecer a base dos artistas.

Brasileiro sempre teve contato com a música, mas só reconheceu o seu papel como MC em 2016 quando saiu de Jandaia (cidade natal onde já fez algumas apresentações em eventos do município). Eu o considero aquele MC onde é preciso se escutar além daquilo que seu ouvidos estão captando, entende? E isso é o mais interessante, pois instiga você a desvendar todo o mistério da mensagem de suas musicas. Brasa (na intimidade) diz que seu instinto de rap surgiu na nova escola, apesar de consumir alguns artistas da antiga… O que encantou no começo da sua busca por artistas inspiradores foi na música “Negro é Foda” do rapper Froid onde teve o conhecimento e o fez buscar entender o que eram metáforas. Atualmente suas referências se baseiam em artistas como: Barril de Rap, TheGust Mc’s, Axl, BK entre outros.

Brasa sempre escreveu poemas e conhecendo o rap decidiu unir as duas coisas. Seu primeiro som escrito saiu em 2016, com vindas diretas a Curitiba o artista conheceu Kvs que lhe deu muito incentivo, energia e também é uma grande inspiração, diz o mesmo.

Na sua caminhada, Brasa, conheceu Dejota Miranda e então surgiu a ideia de criar o grupo Tridimensionais, com o primeiro lançamento independente gravado pelo coletivo Coema. Com o tempo o artista e seu parceiro foram se distanciando e seguindo um fluxo natural do momento, mas Brasileiro continuou querendo fazer sua caminhada, independente do que fosse. Seguindo solo e trabalhando nos seus sons foi convidado a participar da In Pine um coletivo de artistas e produtores.

Hoje a In Pine se consolida com 3 artistas: Strago, Son e Brasileiro. Alugaram uma casa, foram morar juntos e começaram a montar o próprio estúdio. Com o tempo se tornando autodidata, saiu seu primeiro som com produção própria: “Âmago” onde foi um momento muito importante para o mesmo.

Como já disse, o artista não faz somente música, ele consome a arte em todos os sentidos e tenta reproduzir da melhor maneira possível, para mim um poeta, muitos anos luz e conversando com o mesmo disse que tem curiosidade de escrever um livro e até mesmo produzir um filme já que se considera um amante desse universo.

Querendo transmitir a verdade, transparência e repassar sua vivência classificando-a como uma “metamorfose” acompanhe o artista em sem canal que logo menos tem lançamento pra fazer você sair da bolha.

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