Primeiramente grava DVD ‘Na mão do palhaço’ em noite que vai demorar para ser esquecida

Grupo paulista grava primeiro DVD no palco Showlivre, em São Paulo

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Na noite da última sexta-feira, 15 de dezembro de 2018, o grupo de rap paulista Primeiramente viveu um dos momentos mais importantes da trajetória até aqui. Das batalhas de rua, para os palcos do Brasil, a trajetória dos MCs Leal, Raillow e Lucas Gali, junto com o Dj Fire, mudou a partir do terceiro álbum “Na mão do palhaço” e com a chegada de mais um integrante, NP Vocal.

O álbum que rendeu quatro singles/videoclipes na trajetória, traz a sensação de uma história contínua, faixa pós faixa, fazendo a harmonia do trabalho narrar a história de quatro rappers com as raízes fincadas na rua.

Rodoviária, aeroporto, metrô… O Rap nunca saiu daqui doutô!

A essência de rua que marcou os trabalhos do grupo até aqui não poderia ser esquecida no dia da gravação do DVD, um ano após o lançamento oficial do CD em 10 de dezembro de 2017. A chegada no meio dos fãs, o cumprimento e o abraço em todos que encontraram no caminho da entrada da casa de show até o camarim, mostrou o quanto eles se sentiam a vontade ali.

Durante a noite rolou algumas apresentações como de Eloy Polêmico, Casa Loca 13, Sena, Negretti, Emiv, e aqui faço questão de abrir uma aspas para falar da apresentação da rapper Georgia, que fez o show de lançamento do EP “Sucata“, roubando a cena antes da apresentação principal. Com um estilo que mistura o samba com o rap, sem dúvidas esse ep entra no meu TOP 10 de discos do ano.

Voltando para o show; Após a entrada da rapper Georgia a energia do palco Showlivre ficou algo surreal, só estando lá para explicar. Nos bastidores, Lucas Gali aguardava em um sofá, com o pé quebrado, e quando perguntei se ele iria cantar de muletas, a resposta foi: “A gente coloca uma cadeira lá no palco, nunca que eu perderia essa noite!  ”

No camarim, minutos antes de subir ao palco, o grupo se preparava com uma resenha onde até eu, que estava ali apenas para cobrir o evento, fui incluído e me senti parte daquilo. Amigos, equipe, artistas, todos se abraçando em um momento de oração, enquanto do lado de fora os fãs aguardavam ansiosos.

Não vou descrever música por música, mas saibam que o bate cabeça, os fãs cantando todas as músicas, o Gali levantando com o pé quebrado para cantar e sentir a energia mais de perto, o par ou impar de Raillow e NP Vocal para ver quem cantava, o flow absurdo do Leal, Dj Fire incendiando nos tocas discos, marcaram uma noite única, que quem esteve na noite daquela sexta-feira no centro de São Paulo não vai se esquecer tão cedo.

O rap de rua, de mensagem, que é contato com o público ainda vive! Obrigado RND e Primeiramente por me permitirem ter essa experiência como jornalista e amante do RAP que levarei para sempre.

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