Back In Black – O passo adiante em direção ao renascimento

A linha tênue que abarca o sentido de morrer por uma boa causa e renascer por um propósito maior em comum.

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30 de dezembro de 2018, a data em que a cena musical de Aracaju recebe uma das obras mais bem estruturadas e sinceras do seu acervo.  “Back In Black”, além de expor uma série de versos impactantes sobre questões cotidianas e punchlines corrosivas que são entregues por um instrumental bruto e consistente como um bloco de tungstênio, carrega consigo o carma da morte de um passado turbulento enfrentado a curto prazo e superado em grupo pelos seus integrantes. Apesar da impressão inicial imposta pela atmosfera pesada e sombria do single, toda essa construção caminha de mãos dadas junto ao propósito de renascimento após essa série de danos internos e externos, fazendo jus e também uma importante alusão ao título de um dos maiores clássicos da banda AC/DC, uma das pioneiras do Rock mundial.

“É notável que essa seja uma das músicas mais importantes da história do Arauto, pois ela é o canal que usamos pra expor nosso ponto de vista sobre diversas questões sociais banalizadas e ao mesmo tempo funciona como um divisor de águas, este que separa tudo que fomos, do que pretendemos ser de agora em diante”.

Comenta Lucky Black, um dos autores intérpretes da faixa e integrante do grupo composto também por Fernando, JB e Neto.

A parte fonográfica da track ficou por conta da OLD Produções, onde Gney Films foi responsável por pilotar a produção de todo o trabalho audiovisual. A faixa contém 4:09 de duração e é composta por 3 partes simultâneas divididas em pontos de vista que se entrelaçam por um dos propósitos em comum: expor o problema e combatê-lo.

Foto: Isis Valéria

Apesar do pouco tempo de atuação no cenário, o Arauto carrega em sua bagagem o peso de 3 singles que antecederam a nova fase: Exclamações, Papo de visão e En Passant, que sendo componentes da obra principal, encarregam-se de preparar o solo para o lançamento da mesma. No dia 04 de agosto de 2018, recebendo o título de Escritura Sagrada das Ruas e entrando pra história do grupo como um dos seus trabalhos mais relevantes, foi lançado o primeiro CD do Arauto, contendo 12 faixas produzidas de forma 100% independente e distribuídas em algumas das plataformas digitais mais importantes do mundo.

1 comentário
  1. Philipe Mendonça Diz

    O Arauto vem trazendo uma perspectiva nova pro pessoal que vem fazendo rap aqui no estado. Deixando de lado o rap das “batalhas de sangue”, pra que dê espaço à um som com um conteúdo rico de referências e sonoramente explosivo!

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