A realidade geral dos jovens negros brasileiros

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Texto de Henrique Oliveira

Em 2014 nos EUA, um homem negro chamado Eri Garner dizia aos policiais que não conseguia respirar enquanto era imobilizado por um mata leão e cada vez que ele dizia, os policiais apertavam mais o seu pescoço até que Eric Garner morreu. Ontem no Rio de Janeiro, um jovem negro morreu após tomar uma gravata ou mata leão do segurança do hipermercado Extra.

Segundo o segurança, o jovem tentou tomar a sua arma, até agora nenhuma imagem ou testemunha confirmam isso. Só que dessa vez, foram as pessoas ao redor que disseram que Pedro Gonzaga já estava desmaiado, com as mão roxas, indicando sufocação e incapacidade para respirar. E o segurança desprezou. A mãe de Pedro que viu toda a cena, está em choque e ainda não conseguiu depor, mas seu padastro disse que ele tinha problemas mentais e com drogas.

Se havia outros seguranças no estabelecimento, inclusive que tentaram impedir as filmagens, por que eles não foram chamados para ajudar a imobilizar Pedro e entrega lo a PM? E não é atoa que tanto Eric Garner como Pedro Gonzaga são homens negros, que carregam o esteriótipo racial de serem criminosos, ao mesmo tempo de serem resistentes a dor física e por isso podem ser torturados.

Quando o cachorro foi morto no Carrefour, rapidamente se espalhou pela internet uma campanha de boicote, mas quem vai propor boicotar o Extra por causa de um jovem negro assassinado friamente? Agora só resta saber, se Sergio Moro enquadra essa ação como legítima defesa, resultado de violenta emoção, medo ou surpresa!

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