BPROBLEM e a originalidade no Trap Hardcore em MG

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Quando fui ao show do Sidoka que rolou em São Paulo eu estava convicta que nada mais me surpreenderia além de ver o mesmo ao vivo, e pra variar, fui tapeada.

Antes do Sidoka se apresentar rolou o show do BPROBLEM que até mim era desconhecido totalmente, e eu fui surpreendida com muito talento, profissionalismo e uma energia além do normal.

O trap hardcore do artista me surpreendeu porque fez geral bater cabeça e cantar seus refrões em menos de 2 minutos de cada música, resumindo: quando há talento e compromisso com a música tudo muito flui natural. Com isso fui atrás para conhecer e saber um pouco mais sobre o artista, eis que então apresento a vocês um mineiro que já fez o que nem imaginamos na sua trajetória musical, apresento a vocês Gustavo Henrique Batista Pereira, 24 anos de muito comprometimento com a música.

Nascido em no interior de MG em Congonhas, criado em Conselheiro Lafaiete. Com 10 anos ganhou uma guitarra de sua mãe e de seu pai de natal. O mesmo comenta que não sabia tocar e foi aprendendo sozinho nos livros que vendia na banca de jornal. Passou um tempo e estava tocando varias musicas o dia todo, mas não sabia o nome das notas musicais nem nada…

Aí minha tia e meu tio (que me influenciou muito escutando Metallica) resolveram pagar uma aula de guitarra pra mim, com 12/13 anos, fiz 6 meses de aula na maior escola de música da cidade e tava aprendendo dahora…

E como começou o seu comprometimento com a música de fato?

“Aí meu professor precisou sair da escola, e eu e a escola ficamos sem professor de guitarra. Eles me chamaram pra dar aula no lugar dele, geral era mais velho que eu… Dei aula pra umas senhoras de 70 anos viola caipira, contra baixo pra galera, guitarra esses bagulho tudo que tem corda, foi foda! “

E você seguiu nisso? Fale mais sobre a continuidade dessa caminhada…

“Segui tendo bandas e tudo mais… Na escola, com uns amigos gravei uns raps quando eu tinha uns 14 anos, mas nada relevante na época, era pra divertir mesmo. Eu trabalhava na época também como menor aprendiz na Caixa, parei de estudar e trabalhar pra tocar guitarra e fazer qualquer manifesto artístico (pintar, atuar…) mas não levei muito pra frente. Meu bagulho foi com a música e pra suprir os gastos com a banda de metal e nas minhas coisas em casa eu ralava as vezes em alguns bicos. Já toquei como free-lancer em banda de pop rock, sertanejo, montador de equipamentos pras bandas/boates, fiz uns 2 shows no violão pra tirar uma nota, mas sempre tendo minha banda de metal, qual gravamos alguns sons, fizemos alguns shows mas com o tempo acabamos nos separando. Nisso eu mudei pra BH pra trabalhar, ralei numa loja de aquário no centro e fui conhecendo a vida real no rap, evento, uns amigos, as loucuras… Enfim… pedi demissão pra eu comprar meu home studio e começar a produzir o rap porque eu tava apaixonado no bagulho. Voltei pra cidade que meus pais moram por falta de nota em BH, em Conselheiro Lafaiete, montei o home studio lá onde fui gravando os rap da galera e montamos um grupo Esfinge Rap em 2015, que era parte do coletivo Rataria Clan em BH.
Fizemos vários shows e feats na época, com Djonga por exemplo, com vários nomes da cena em BH e tal, o grupo se separou em 2017 pois os outros manos foram estudar e eu fiquei pensando como me reformar. Tava na alta o trap, chegando bolado e eu achei muito parecido com o Hardcore que eu sempre gostei e gosto pacarai escuto todo dia. Resolvi achar meu conceito nisso já que eram 2 coisas que eu já tinha em mim: Metal+Trap, e criei meu bagulho TRAP HARDCORE UNDERGROUND.
Abri meu canal solo e comecei a testar uma sonoridade nova no studio, mais pesada, com temas e uma ambiência bem Hardcore tanto pra tropa do foninho quanto pra tropa do ao vivo, mosh e tal. Lancei meu primeiro som com clipe pelo BZK, beat do Juce Rock chama Money Make. Que almeja eu e meus amigos confortáveis e vivendo da música.

Bom, já na sua vibe do TRAP HARDCORE UNDERGROUND, como foi essa inserção de algo totalmente diferente do que a cena em seu ambiente estava acostumada?

Fui lançando alguns singles e vendendo show, foi muito loko… O primeiro show geral cantou o som cabuloso porque eu tinha postado uma previa, tem até no final do clipe da Money Make (a primeira vez dela ao vivo) e a galera começou a chamar muito pra tocar só ela. Já me compraram o show de 1 música só por 200 conto umas 2 veiz, eu fiquei de cara na época e foi quando eu conheci o Sidoka e convidei ele pra entrar comigo nessa, porque eu tinha escutado 1 musica dele e viciei, queria muito ouvir ela ao vivo e eu podia fazer isso na época. Rolou um show meu, chamei ele pra fazer essa musica ao vivo. Foi o primeiro show dele e no show que ele conheceu o Djonga que é amigo meu de outras eras haha. E nesse dia noiz quebrou o lugar junto, desde então todos shows fizemos juntos, graças a algo maior estamos fazendo todos shows da mesma forma, com a empolgação do primeiro e porra, a galera endoida e o bagulho é muito sincero e loko real total.
Nesse tempo veio a MVP nosso coletivo de trap de BH e tamo ralando cabuloso no meio dessa zona toda, totalmente independente, eu me gravo me mixo e masterizo, meus amigos também e alguns já fazem sozinhos, eu odiava entrar no studio e sair insatisfeito, fui fazer eu mesmo, e aprendi com meus amigos hoje.

Além do meu corre de trap tenho meu studio e gravo muita galera em BH que estão começando e uns que já tem relevância como: FBC, Chris, Djonga, Paige, que faço parte da GE junto com eles. O Sagaz, que também sou com ele pela Infame MOB, que hoje além de crew é distribuidora fonográfica de geral da galera. E os trampos do Sidoka, eu e ele fazemos tudo junto toda madrugada. O conceito nós estamos descobrindo porque já existia dentro de nós, tamo tendo tempo pra descobrir o que já somos, igual Sidoka diz: “Sempre tacando o foda-se”. Agora tacando o foda-se da melhor forma e sempre pelo teste, INTACTOZ hahahah.

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